Comercial perde, dispensa jogadores e inicia preparativos para o Piauiense

Apesar de resistir valentemente todo o primeiro tempo e segurar o empate nessa etapa, o Comercial não suportou a pressão do Fortaleza, que dominou o jogo e venceu a partida por 3×0, na noite dessa quarta-feira, 21/03, no lotado Presidente Vargas, capital do Ceará. Com essa vitória o tricolor cearense conseguiu sua classificação para a próxima fase da Copa do Brasil.

Depois de ganhar o jogo de ida por 3 a 2, o time cearense venceu por 3 a 0 em casa, com todos gols feitos por Jaílson, e avançou na competição. Agora o Fortaleza enfrentará o Náutico, que já estava classificado por ter batido o Santa Cruz-RN por 3 a 1, fora de casa.

O Começou sofreu pressão de todos os lados do seu ataque e também das arquibancadas,já que a apaixonada torcida do Fortaleza, incentivava o tempo todo o seu time. O começo do jogo foi lento e truncado, mas depois só era ataque do Fortaleza e ao Comercial só restava se defender. Destaque para o goleiro Vantuir e ao zagueiro Alisson.

O Fortaleza teve uma boa oportunidade aos 31min. Cléo chuta bem para o gol, mas Vantuir defendeu e evitou o gol do Fortaleza, que tinha maior posse de bola e portanto volume de jogo.

A partida foi para o intervalo e teve mais emoções no segundo tempo, mas sempre nos ataques do Fortaleza, já que o Comercial-PI mostrou pouca criatividade para surpreender o time da casa. Aos 11min, Cléo teve nova boa chance, mas chutou no meio do gol e desperdiçou boa oportunidade.

Toda essa pressão do Fortaleza só começou a dar resultado aos 22min: Kauê cruzou para Jaílson, que só escorou para abrir o placar. E apenas três minutos depois, o mesmo Jaílson voltou a balançar as redes, dessa vez após passe de Geraldo.

Com a vitória e a classificação definidas, o Fortaleza não se acomodou e ainda conseguiu marcar o terceiro gol aos 44min. Cléo acertou passe para Jaílson, sempre ele, marcar mais uma vez e decretar o placar final da partida no Estádio Presidente Vargas.

O Comercial voltou ainda na noite dessa quarta-feira para Campo Maior, onde começa imediatamente os preparativos para o Campeonato Piauiense 2012.

Novo Palio: Considerado gérmen da mudança

Fabricante lança segunda geração do hatch compacto cheia de cuidados para não atropelar os outros compactos da marca

Sem muito mistério, a Fiat apresentou de cara a versão Sporting junto com a nova geração do Palio. Normalmente, a montadora esperaria um momento mais propício para valorizar a novidade. O problema é que, daqui para a frente, vão faltar ocasiões. Depois do novo Palio, virão ainda novo Siena, nova Weekend e nova Strada. E todos têm de ser lançados rapidamente, já que a chegada do Palio hatch envelheceu, instantaneamente, toda a família. E não só na estética. Esta nova geração ganhou também no comportamento dinâmico. Como na rigidez torcional, melhorada com a nova plataforma, e a suspensão, que apesar de continuar mole, ganhou um bom acerto, que impede excessos nos movimentos laterais e longitudinais.

Na parte de motorização, nenhuma novidade. Além do nome, o trem de força é a única herança deixada pelo antigo modelo. O propulsor da versão Sporting Dualogic testada é o E-torQ 1,6L 16V, com 115/117 cv de potência e 16,2/16,8 kgfm de torque, com gasolina e etanol. Sua principal característica é apresentar bom rendimento apenas em giros muito altos e uma certa falta de ânimo em rotações médias e baixas, como as usadas nas cidades. Mas no caso do Palio, houve um casamento feliz. O desempenho em alta cai bem em uma versão “esportiva”. Só que, em regimes mais amenos, o baixo peso do modelo impede qualquer ressentimento em relação à chegada tardia do torque, aos 4.500 rpm. Por isso, o primeiro pico de torque, em torno de 2.250 giros, já é suficiente para acender o modelo. E o fato de o câmbio automatizado agora ter comando em alavancas atrás do volante torna a condução ainda mais divertida.

Mas o novo Palio se presta também a ações mais utilitárias. O espaço interno é bem mais generoso que a versão anterior e o banco traseiro não é mais afundado – o que melhora a vida dos ocupantes. O design interno é de bom gosto e os comandos mais importantes ficam concentrados nas três hastes que se projetam da coluna de direção e nos botões do volante multifuncional. Este bom projeto perde muito do brilho pela qualidade dos materiais empregados no acabamento interno. Os painéis das portas, o carpete, o forro do teto e até os tecidos são pouco agradáveis ao toque e aos olhos. Outro descuido foi com o porta-malas. O fundo é desnivelado e o sistema de rebatimento do banco traseiro é um tanto tosco. Um contrassenso em um carro bem desenhado, de bom comportamento dinâmico e muito bem concebido.

Relembre o lançamento do Ford Ka

A Ford apresenta oficialmente o Ka 2012 nesta semana. O modelo mais vendido da Ford passou por uma leve reestilização, que inclui faróis escurecidos, novo para-choque e lanternas translúcidas, para continuar puxando as vendas da marca no Brasil. Mas a vida do Ka nem sempre foi tão fácil assim.

Em 1997, o Ka chegou ao mercado nacional causando impacto. Suas formas pouco comuns, saídas da mente criativa do designer Claude Lobo, inauguravam a tendência de estilo New Edge, marcada por formas angulosas e marcantes. Os faróis arregalados, os para-lamas incorporados aos para-choques e a carroceria de formas ovais eram algumas de suas principais características.

Na edição de março daquele ano, Wilson Toume foi um dos primeiros a guiar a novidade da Ford. Definido pelo jornalista como “diferente de tudo o que você já viu”, o Ka torceu pescoços pelas ruas. O compacto virava o centro das atenções por onde passava, até em dia de feriado. Todos queriam conhecer de perto aquele carrinho tão diferente.

A versão CLX 1.3 (a 1.0 chegaria alguns meses depois) agradou pelo consumo de combustível moderado. O motor Endura-E era o mesmo do Fiesta, com 60,2 cv de potência. A direção precisa e a estabilidade nas curvas também renderam elogios. Já o tamanho diminuto (o Ka tinha 3,62 metros de comprimento) que facilitava as manobras de estacionamento era criticado pelos passageiros mais altos. Quem tinha mais de 1,75 metro de altura viajava apertado no banco traseiro do Ka.

Em 2002, o compacto receberia sua primeira reestilização, realizada apenas no mercado brasileiro. Além de uma nova grade frontal, a Ford mudou o desenho das lanternas, bastante criticado desde o lançamento. Sete anos depois, o antigo Ka cedeu lugar para um modelo completamente novo. Com mais espaço interno, o carro cresceu e apareceu, conquistando os clientes que antes torciam o nariz para o pequeno Ford.

>> Clique aqui e leia a reportagem sobre o Ford Ka

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