
A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o uso de recibos com assinaturas em branco pela Prefeitura de Campo Maior, inclusive em um desses documentos teria sido usado para dá calote na Igreja. Uma das testemunhas-chave da investigação, o comerciante Edvaldo Portela, da comunidade Passagem do Meio, foi convocado para depor e confirmou a denuncia que havia sido feita pelo vereador Fernando Miranda, do Partido dos Trabalhadores.
O vereador fez a denuncia ao Ministério Público Federal, que determinou a abertura de inquérito pela Polícia Federal. A investigação já se estende há meses e entra na sua fase final. Fernando Miranda entregou à polícia um dossiê contendo a copia de vários recibos que supostamente teria sido assinado em branco por prestadores de serviços da Prefeitura de Campo Maior e também funcionários do executivo municipal.
Edvaldo Portela prestou depoimento e confirmou aos policiais federais que assinou vários recibos em branco a pedido de assessores do prefeito João Félix. “Eu assinei um recibo em branco para o dinheiro ser usado para pagar as despesas da Igreja de São João, aqui na comunidade Passagem do Meio, mas esse dinheiro, que é no valor de R$ 240,00, eu nunca recebi”, declara Edvaldo.
Edvaldo prestava serviço para a Prefeitura de Campo Maior em 2008. Ele era responsável pelo transporte de alunos da comunidade Passagem do Meio e declarou para a polícia que somente para receber o pagamento referente a um mês de serviço prestado teve que assinar cinco recibos em branco.
As investigações seguem e até o próximo mês deverão ser divulgados os primeiros resultados desse trabalho da polícia. Após a conclusão do inquérito, com os nomes dos indiciados, a polícia encaminhará o documento para o Ministério Público Federal.